sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ciao

Quando estou com alguém ou com muitas pessoas, bebo e falo e muito.
Sozinha, bebo e escrevo, muito.
Escrevo, na maior parte do tempo, só nos pensamentos.
Surgem na solidão interior conclusões incríveis, poemas devastadores, frases concatenadas em ritmo frenético, tudo irregistrável, tudo perfeitamente esquecível.
Fantástica e inútil tamanha produtividade idiota da mente.
Desperdiçada a função intelectual sei lá se mais pela preguiça do que pela timidez temerosa (ou convicta?) de que nada em meio a tantos pensamentos valha ao menos um vintém furado.
Eis que num lampejo estúpido, copo e meio de vinho depois, noite solitária de lua cheia, escrevo.
Sei lá se vale a pena.
Provavelmente não.
Mas algo me diz que só a vocação suicida explica a besteira de derramar palavras neste blog inglório, tamanha idiotice solitária.
Risos estúpidos...
Fui.